quinta-feira, fevereiro 17
  Recordes da Viagem

 
quarta-feira, fevereiro 16
  Corumbá

Em Corumbá não tem muito o que ver e, assim como em Puerto Quijarro, também faz muito calor. Assim que chegamos na cidade fomos à Rodoviária para confirmar as passagens que meu pai havia reservado de Piracicaba. Então já está tudo certo e confirmado nosso roteiro de volta! Chegaremos em Pira por volta de 8:00 do dia 18, sexta-feira.

Na rodoviária nos ofertaram um hotel muito bom. Por apenas R$10, ar condicionado, café da manhã e banheiro compartilhado. Depois de morgar no hotel por quase 2 horas, saímos no final da tarde para conhecer a cidade, quando o sol já estava um pouco mais baixo. Andamos pelo centro, comemos no supermercado, miramos o pântano e, até agora há pouco, estávamos no boteco ao lado do hotel.

Uma coisa que me agrada não só em Corumbá, mas em todas as cidades do sudoeste do Brasil que eu conheço são as ruas largas e amplas... 
  Música Infinita

Uma coisa que eu esqueci de contar é que em todas as Vans e MiniBuses da Bolívia toca a mesma música, repetida infinitas vezes... De vez em quando, muda a letra, mas o fundo musical é sempre o mesmo e muito irritante... 
  Fronteira Maldita

Os malditos policiais bolivianos queriam B$10 para carimbar nossos passaportes! Por mim, eu atravessaria a fronteira correndo sem carimbar nada, mas Rudolf não queria sair ilegalmente. Ficamos então sentados ali na fronteira... o Rudolf tentou telefonar pra polícia turística, mas os telefones públicos não funcionavam... Comi minhas 6 mexericas e sujei toda imigração boliviana com as cascas... Depois de algum tempo, acho que os bolivianos cansaram da nossa presença ali e acabaram carimbando nosso passaporte. Mas com essa história toda, perdemos a carona que tínhamos pro albergue, então estamos esperando o ônibus aki já do lado brasileiro... 
  Comidas Exóticas

E aki vai uma lista das coisas exóticas que ingeri: Mate de coca, Mate de Muña, Suco de Lima, Suco de Quinua com maçã, Suco-Chá de Pêssego, Suco de Chicha Morada, Yogurt de abacaxi, Yogurt de Chirimoya, Yogurt de Maçã, Yogurt de Durazno, Suco de “Água Suja” do Canyon de Colca, Tuna (dos 3 tipos: vermelho, amarelo e verde), Melão Verde, Granada (Romã), Granadilla (Maracujá doce pequeno), Palta (abacate pequeno preto por fora), carne de Alpaca, carne de Llama, carne de Vicuña (??? Será?), Cuy (porquinho-da-índia), Maiz con Miel, barras de cereais andinos, pipoca de granola andina, Truta Roja, Truta Blanca. 
  Terrenos que Pisamos

Também variados foram os tipos de terrenos sobre os quais pisamos: terra, lama, pó, areia de duna, pedra de ruínas, rocha vulcânica, merda de Llama, sal, sal alagado, areia de praia, neve, granizo, asfalto, grama. 
  Meios de Transporte

Nesta viagem utilizamos os mais variados meios de transporte, como: carro, carro adaptado para direção na esquerda, Buggy (nas dunas de Parakas), Van e MiniBus (com 13 lugares para 25 bolivianos ou peruanos), jipe (no salar de Uyuni), Bus (poucas vezes confortáveis. Na maioria das vezes sem espaço algum para as pernas), Motokar (uma moto adaptada para servir como táxi para 3 pessoas), Barco (no lago Titicaca), lancha (nas ilhas Ballestas), Trem (no famoso trem da morte), avião Cesna (nas linhas de Nazca), Cabine de Caminhão (Tiahuanaku), Caçamba de Caminhão (em Corumbá). 
  A volta no Trem da Morte

Dessa vez não encontramos ninguém para conversar no trem, mas nem foi tão entediante, porque de tão cansado acabei dormindo como uma pedra por quase 10 horas seguidas...

Já contei que, ao longo de todo o caminho do trem, há infinitas borboletas brancas pequenas? Pena que ainda não consegui tirar nenhuma foto...

A julgar pelo tempo que ficamos parados nos vários vilarejos, acho que em breve já estaremos em Puerto Quijarro e, logo em seguida, no Brasil!! 
terça-feira, fevereiro 15
  Contagem Regressiva

Estamos na contagem regressiva para chegar ao Brasil e, principalmente, a Piracicaba... Se tudo ocorrer conforme o planejado, chegaremos em Puerto Quijarro e Corumbá amanhã de manhã e pegaremos o Bus para Campo Grande na quinta, dia 18, de manhã. E aí chegaremos em Piracicaba dia 19 de manhã.

As maiores dificuldades de reservar passagens aki da Bolívia e a incerteza quanto à conexão em Campo Grande, uma vez que tempestades violentas destruíram algumas estradas por lá. 
  Meias

Desde as minas de Potosí que eu estou usando aquela que era minha última meia limpa... Ontem eu até comprei uma meia nova em Cochabamba, mas como são de lã Llama, nem sei se as usarei com esse calor que faz daki pra frente na viagem. 
  Caminho a Santa Cruz

Dando continuidade à coleção de Buses Bolivianos bizarros, no de hoje à noite, meu assento, o número 2, era do lado do motorista, bem diferente do que dizia o mapa do Bus quando compramos as passagens... E é claro que no corredor entre eu e o motorista, onde não havia assento, havia mais uma pessoa viajando.

Quando acordei definitivamente, por volta de 5:30, já estávamos numa altitude bem mais baixa (tive que equalizar a pressão do ouvido várias vezes durante a noite), serpenteando por entre uma serra com vegetação de Selva e já com indícios daquele calor úmido típico de Puerto Quijarro.

Agora estou aki transpirando na estação de Santa Cruz de La Serra, enquanto espero Rudolf e o Tiago, que foram dar um pulo no centro da cidade. Nosso “trem da morte” sai daki 1 hora... 
  Palácio Portales

Depois do Cristo, cruzamos a cidade andando até o Palácio Portales, antiga residência de Simon Patiño, outro boliviano que enriqueceu nas minas de Potosí.

Há um jardim enorme e agradável em frente à casa, a qual também é muito luxuosa por dentro. Tive a sorte de conseguir entrar enquanto ocorria um congresso de matemática lá dentro.

Rumores dizem que é por causa do Patiño que o Tio Patinhas tem esse nome... 
  O Cristo

Nossa primeira parada em Cochabamba foi no Cristo de 34,2 metros de altura, localizado no topo de uma montanha de uns 200 metros de altura, a qual subimos a pé. Dizem que ele é 1,2 metros mais alto que o cristo do Rio de Janeiro, mas não me pareceu... 
segunda-feira, fevereiro 14
  Cochabamba

Chegamos em Cochabamba hoje 5:10 da manhã, 1 hora antes do previsto e sob muita chuva. Precisei de 2 horas para fazê-la parar e, mesmo assim, voltou a chuviscar em alguns momentos do dia e a chover muito forte assim que pegamos o Bus para Santa Cruz.

De todas as cidades que visitamos, Cochabamba é a que mais lembra o Brasil, embora tenha mais praças, que são mais bem cuidadas... 
  Palácio La Glorieta

Depois de rios reencontramos ontem 12:00 em Sucre, comemos um lanche na Plaza, com pães, queijo e yogurt que compráramos no mercado e depois fomos de Bus coletivo até o Palácio La Glorieta.

O palácio pertenceu a um boliviano que enriqueceu com as minas de Potosí. São vários estilos arquitetônicos, que o tornam bem diferente e interessante. Pena que ficou sob os “cuidados” do exército por vários anos e agora está bastante deteriorado... Nos disseram que a restauração começaria hoje, mas não dá pra confiar em Bolivianos... 
  Pegadas de Dinossauros

Uma das principais atrações de Sucre é o parque paleontológico, que dizem ser o maior do mundo e onde se podem ver muitas pegadas de dinossauros. O Rudolf e o Tilão, entretanto, não queriam ir, então combinamos de nos separar e nos reencontrar 12:00 na Plaza central.

Fiquei esperando por mais de 1 hora o caminhão que supostamente levaria ao sítio paleontológico, mas ele não apareceu, porque era domingo e carnaval...
Andei então um pouco pelo centro, comi umas tunas e queijo no mercado e acabei encontrando um taxi que me levaria e traria de volta do sítio por B$15. Acabei indo, mas chegando lá, estava tudo fechado e só consegui ver as pegadas de longe no paredão.

Pelo menos, para compensar, na volta acabaram me deixando entrar de graça na Casa de La Libertad, onde deu pra aprender fatos e ver artefatos interessantes da história boliviana. 
  Sucre

Sucre é certamente a cidade mais bonita da Bolívia que eu já vi até agora... É a única em que eu aceitaria ou agüentaria morar. Ela é cheia de prédios coloniais brancos, praças e parques. 
domingo, fevereiro 13
  De Potosí a Sucre

Decidimos jantar novamente uma carne de Llama e isso acabou nos atrasando bastante. Pegamos um Bus bem barato por volta de 19:30 e fomos chegar em Sucre por volta de 23:00. Os hotéis por aki parecem ser bem caros e tivemos dificuldades para encontrar um albergue por B$20. 
  Casa de La Moneda

Logo que chegamos da Mina, fomos à casa de La Moneda, um prédio enorme e muito antigo, ainda do tempo colonial, onde eram cunhadas as moedas. Hoje, várias das salas estão ocupadas com pinturas da época e da região, mas as mais legais são as que conservam as máquinas então utilizadas, como as laminadoras, os tornos... Algumas eram movidas a vapor, enquanto outras com tração animal ou humana. E é claro também que havia uma coleção numismática com muitas das moedas que foram lá cunhadas. 
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Diário de Viagem à Bolivia e ao sul do Peru.

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