sábado, janeiro 29
  Linhas de Nazca

Ao chegar a noite em Nazca, fomos disputados pelos agentes dos albergues e acabamos optando por um deles. Após pesquisar preços com outras agências da cidade, acabamos ficando com os tours da mesma agente do albergue.

O primeiro tour, logo cedo de manhã para aproveitar as horas de pouco vento, foi o vôo sobre as linhas de Nazca. Há muitas figuras, com motivos concretos como macaco, beija-flor, baleia, condor,... e também motivos como triângulo, quadrado, trapézio... além de simples linhas retas infinitamente longas que se cruzam. Cada figura tem entre 50 e 100 metros de comprimento. Elas foram construídas apenas movendo as pedras pequenas da superfície, deixando então o solo mais claro do deserto à mostra e elas são naturalmente mantidas limpas por pequenos furacões que passam pelo deserto. 
  Ica

Retornamos do passeio de Buggy, fomos direto a Ica para pagar Bus para Nazca, mas tivemos que esperar 2 horas lá, então andamos um pouco pela cidade e compramos coisas para comer. O que me pareceu mais interessante é o fato da cidade circundar uma duna gigantesca e ser circundada por ima infinidade de dunas menores. 
  Buggy no Deserto

Depois das ilhas, passeamos 4 horas (11:00 – 15:00) de Buggy pela península desértica da Reserva Nacional de Paracas. Passamos por dunas e praias muito doidas e com areias das mais variadas cores. Por fim, eu e o Tilão nadamos um pouco no oceano pacífico, enquanto, o Rudolf permaneceu escrevendo o diário na prais. A mistura de oceano com deserto é fundamental. 
sexta-feira, janeiro 28
  Islas Ballestas

O primeiro tour que fizemos ontem em Parakas foi um passeio de lancha até as islas Ballestas, duas ilhas que servem como refúgio para leões-marinhos, pinguis de Humboldt, pelicanos, gaivotas e diversas outras aves marinhas. São tantas aves que a cor das ilhas até muda em alguns pontos, devido a alta densidade de aves ou das fezes delas. A erosão provocada pela água nas ilhas criou diversos túneis e cavernas que tornam o cenário ainda mais interessante. 
quinta-feira, janeiro 27
  Bike-Taxis

Outra coisa diferente que existe aki no Peru são as bicicletas ou motos modificadas para virarem taxis que comportam até 3 pessoas. Ainda não tivemos oportunidade de usar ou tirar foto de um. 
  Água

Aki no peru as pessoas tem o estranho costume de jogar água nas outras nessa época do ano. O Rudolf quase foi atingido no trem a Machu Picchu. 
  Pulgas

Estou cheio de pequenas picadas nas mãos, nos pés e na cintura. Acho que podem ter sido pulgas, em alguma cama de albergue ou nas blusas que comprei. 
  Pressão Atmosférica

A garrafa de água que fechei a uns 3000 metros de altitude está toda deformada pela pressão atmosférica aki do nível do mar. Estou segurando minha sede para não abri-la e tirar uma foto dela assim que clarear. 
  O Oceano Pacífico

Acordei no ônibus 3:30 da manhã, quando ele parou em Ica. A paisagem era desértica. Meia hora depois, o Bus nos deixou em um cruzamento no meio da estrada próximo a Pisco. Foram 4 horas de atraso, mas foi até bom, porque assim não estamos precisando passar tanto tempo na rua.

Do cruzamento, pegamos um taxi até Parakas, onde agora estamos sentados à Praia, no oceano pacífico, sob a lua cheia. Os galos estão cantando, os pescadores estão começando a partir, vários pássaros (gaivotas?) estão voando e o Sol está começando a nascer. 
  Galinhas em Bus

Aki no Peru as pessoas tem o estranho costume de transportar galinhas no ônibus. 
  O caminho de Cuzco à Pisco

O caminho de Cuzco à Pisco foi muito bonito. O Bus precisou descer e subir montanhas pelo menos umas 5 vezes, proporcionando diferentes vistas, inclusive um por-do-sol que deixou o céu com tons de vermelho, laranja, azul e verde que eu nunca havia visto antes. Tentei tirar algumas fotos, mas nem sempre fotos tiradas de dentro de ônibus saem legais.

Mas nem tudo foi perfeito. Foram tantas curvas que o Tilão até precisou comprar remédio para enjôo. O Rudolf e o Tilão também tem reclamado bastante da qualidade, e principalmente do espaço, dos ônibus daki. De fato, o ônibus tinha até uma goteira em cima de mim nos poucos momentos em que choveu granizo. Mas devo confessar que mesmo assim os ônibus tem sido melhores do que eu imaginava antes de sair do Brasil. E em suas críticas o Tilão e o Rudolf parecem esquecer de considerar que pagamos por uma viagem aki de 18 horas quase o mesmo preço de uma viagem de 3 horas em São Paulo (Piracicaba – SJC). É ilógico querer comparar qualidade e conforto sob essa diferença de preço. 
quarta-feira, janeiro 26
  Pisco e Parakas

Pisco e Parakas são duas cidades no litoral ao norte de Nazca que estavam no nosso roteiro. Mas na oficina de turismo de Cuzco descobrimos que há coisas legais por lá, então pegamos uma ônibus hoje 10:00 da manhã para lá. Neste exato momento, o Bus está serpenteando pelas montanhas e margeando um rio. E eu vou comer alguns pães. 
  Última Tarde em Cuzco

Nossa última tarde em Cuzco ontem foi tranquila. Visitamos novamente o mercado, levamos nossas roupas sujas para uma lavanderia e utilizamos InterNet (gravei meu segundo CD de fotos. Já foram umas 360). Mais no começo da noite, procurei aquele restaurante de P$4, mas janta eles cobram bem mais caro (P$ 9,5), então desisti e comprei um suco de chicha Morada (uma espécie de milho preto) em um supermercado próximo. E também acabei comprando a jaqueta cinza com capuz feita de lã de alpaca e ovelha e com desenhos de Nazca. Eu já estava pensando se comprava há alguns dias e finalmente comprei por P$ 35. 
  Salineras de Maras

No caminha de volta à Cuzco, paramos nas Salineras que ficam a 10Km de Maras. Nessa região há um riacho que sai quente e salgado debaixo das montanhas. Os Inkas o aproveitaram para construir várias plataformas em diversos níveis, por onde o riacho passa evapora e dixa o sal depositado. É incrível, mas dizem que fica ainda melhor em julho, época seca, quando então fica tudo ainda mais branco. 
  Lhamas

Em Machu Picchu há algumas lhamas espalhadas e finalmente pudemos aprender o som que elas fazem. Parece um gemido. Quando o Tilão e eu começamos a imitá-las vários se aproximaram. 
  Huayna Picchu

Como não havia muito a fazer em Machu Picchu com aquela chuva, decidimos escalar a maior das três montanhas que ficam atrás de Machu Picchu e que formam a imagem de um índio. No topo fica a ruína de Huayna Picchu.

A subida demorou mais 45 minutos e depois ficamos mais 40 minutos no topo, congelando e com as roupas ensopadas, esperando que as nuvens se abrissem para vermos Machu Picchu lá de cima, mas não tivemos sorte.

Na descida, resolvemos fazer um outro caminho, que levava ao templo de la Luna. Só fomos ver a placa de perigo quando já era tarde demais para voltar. Foi um dos trechos em que senti mais medo em minha vida; uma escada com degraus pequenos e desgastados à beira de um abismo infinito. Por esse outro caminho, tivemos que andar 1 hora e meia pela selva até chegar novamente em Machu Picchu.

Uma coisa interessante dessa região é justamente a união de montanha com selva, que torna o ecossistema muito peculiar. Até encontramos morangos silvestres, mas estavam pequenos e verdes. 
terça-feira, janeiro 25
  Os milhos Peruanos

Aki no Peru existe milho, que os Peruanos entretanto chamam de choclo, de diversos tipos. É só ir a um mercado para se verem milhos amarelos, vermelhos, pretos, coloridos, grandes, pequenos... 
  Aguas Calientes

Aguas Calientes é a cidade que fica praticamente em baixo de Machu Picchu e onde dormimos as duas últimas noites por apenas P$8 cada noite.

A cidade é muito interessante e agradável, apesar de pequena. Há um rio com muita corredeira e pontes para pedestre. As opções de alimentação também são várias, mas um pouco caras. Depois de um dia exaustante de caminhadas em Machu Picchu, decidimos comer bem. Eu comi uma salada de abacate (Palta), sopa de milho (Choclo), truta a la plaucha e suco de Papaya. Tudo isso depois de já ter bebido 1 litro de Yogurt de Sauco, que é uma fruta roxa que não sei se existe no Brasil. 
  Machu Picchu

Logo que acordamos ontem por volta de 5:00, já ouvimos o barulho da chuva. Continuamos em nossas camas por mais 1 hora, esperando que a chuva parasse. Mas ela não parou. Acabamos por pegar o ônibus 8:30 para subir a montanha, munidos de nossas capas de chuva, as quais no entanto não foram suficientes para um dia inteiro embaixo de chuva. Voltei com as botas, a calça, a blusa e a camiseta ensopadas... O clima só foi melhorar por volta de 16:00, quando então pudemos aproveitar para tirar umas fotos um pouco melhores. E pior que foi apenas no nosso dia, porque hoje já está o maior sol novamente. Mas tudo bem, porque eu até gosto de chuva e todas aquelas nuvens e neblinas formavam uma atmosfera interessante sobre Machu Picchu.

Machu Picchu parece ficar na intersecção entre alguns vales e o vento soprava continuamente nuvens por esses vales, as quais então subiam o precipício até Machu Picchu. Assim, a cada 10 minutos, as ruínas eram envoltas em névoa e depois clareavam novamente.

Machu Picchu é imensa, com templos para o sol, para o Deus Viracocha e para as 3 divindades. A qualidade da arquitetura, do encaixe das pedras, no entanto me pareceu melhor nas ruínas mais próximas à Cuzco. 
domingo, janeiro 23
  Pisac

Depois de Chinchero, fomos de Bus até Pisac, que tem uma feira ainda maior. Mas não nos detivemos muito nela, pois tínhamos pouco tempo e queríamos ver as ruínas, que foram as maiores que vimos até agora.

E agora estamos num restaurante em Ollanta, esperando o horário do trem pra Aguas Calientes. Comi uma truta e um abacaxi com mel. 
  Chinchero

Perdemos hora novamente hoje de manhã. Não ouvi o despertador à 5:00 e só fui acordar com o segundo despertador 5:30...

Pegamos então um Bus até Chinchero, uma outra cidade do vale, onde há uma igreja construída sobre ruínas incas e onde, aos domingos, ocorre uma feira com bastante variedade, principalmente de tecidos. Comprei uma blusa vermelha (P$19) de lã de ovelha muito legal, embora o capuz dela seja um pouco pequeno, uma vez que esse parece ser o estilo daki. E depois comprei uma “calabaza desenhada”(P$17), artesanato típico da região, a vendedora agradeceu a deus por ter feito a primeira venda do dia. 
  Carne de Alpaca

Na janta de ontem resolvemos gastar um pouco mais de dinheiro e comer algo mais típico. Todos pedimos Alpaca como prato principal e eu pedi uma sopa de milho como entrada. Ambos estavam ótimos. O Bife de Alpaca parece ser um pouco mais claro do que de vaca, mas o gosto é muito parecido. 
  Frutas Típicas

Para almoçar, ontem, compramos muitas frutas típicas no mercado da rua Huascár. Há um melão por aki que é muito verde por dentro, mas é muito doce. Também experimentei uma espécie de maracujá laranja e pequeno, que também, que també é muito doce. Já entre as frutas realmente novas que conheci, a única que eu me lembro o nome é a Puna, que é comprida, verde-alaranjada por fora e laranja com pequenas sementes pretas por dentro. E é muito boa! Uma outra fruta boa daqui também é laranja por dentro, mas a casca é verde escuro. E ela tem a consistência de um abacate, embora seja mais seca e possua uns 3 caroços pretos, em vez de apenas 1. Mas também houve uma, de casca branca amarelada com listras vermelhas, cujo sabor não me agradou nenhum pouco... 
  Dia light em Cuzco

Depois de tanto andar no dia anterior, decidimos ter um dia mais light no centro de Cuzco. Visitamos igrejas, praças, bairros, conventos, mercados...

O Rudolf acabou doente ontem e não pode aproveitar o fim da tarde, pois ficou no hotel. Provavelmente a combinação “muito sol, muito frio e pouca comida” resultou na febre, dor de cabeça e nas dores pelo corpo. Ou também pode ter sido alguma água contaminada.

Nesse tempo que o Rudolf ficou no hotel, eu e o Tilão compramos comida para o desayuno e algumas coisas de artesanato, como um estojo e um porta-moedas de lã de Alpaca.

Cuzco é linda demais. Dá pra ficar horas apenas na Plaza de Armas, admirando e tirando fotos de todos os ângulos. 
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