sábado, fevereiro 5
  Biking Coroico

Coroico é uma cidade ao norte e 3000 metros abaixo de La Paz, no Valle de Yungas (uma mistura de selva e montanha), onde entre outras coisas se planta coca.

Muitas pessoas me disseram que o tour que desce esses 3000 metros de Bike, pela estrada que é considerada a mais perigosa do mundo, é muito legal, apesar do preço ser muito caro (US$30). Então após pensar, decidi fazer esse tour hoje, perdendo o primeiro dia do carnaval de Oruro... Mas como o Rudolf e o Tilão queriam ir logo para o carnaval, combinamos de nos separar um pouco e nos reencontrar em Oruro no Domingo.

Tudo começou a dar errado quando a agência cancelou meu tour porque houve muita chuva e desmoronamento na estrada mais perigosa do mundo. Isso foi 8:30 e saí correndo de volta para o hotel, torcendo para eles terem atrasado dessa vez, mas eles já haviam saído... Peguei então Bus pra Oruro 9:30 e a viagem já deve estar quase acabando. Talvez eu chegue antes que eles, pois eles ainda queriam trocar dinheiro e iam tentar pegar um caminhão até Oruro. Espero que seja fácil encontrá-los por lá ainda hoje. 
  Caminhada Noturna em La Paz

Ontem à noite, caminhamos mais por La Paz, passando pela Plaza Murillo, que é a principal praça da cidade.

Os prédios em La Paz são muitas vezes sem acabamento com as paredes externas sem pintura, mostrando os tijolos mal encaixados. Só há prédios maiores e uma arquitetura um pouco melhor ao longo de uma única avenida, próxima da Plaza Estudiantes. Em geral, La Paz é feia e caótica. 
  Calle de las Brujas

A Calle de las Brujas em La Paz vende muitas coisas estranhas e supersticiosas, como fetos de llamas, sapos e tatus empalhados, amuletos... quase tudo para trazer sorte. Mas também há coisas normais e souvenirs a preço muito bons. 
  Irresponsabilidade

Minha intuição me dizia que os tours para Chacaltaya saíam no máximo 8:00 da manhã, então acordei 6:00 para pesquisar agências e combinei com Tilão e Rudolf para eles me encontrarem na Calle Sagárnaga, onde ficam as agências, até no máximo 8:00. Mas eles não apareciam e estávamos a ponto de perder o tour. Tive que correr 20 minutos. Depois de ter tomado 1 litro de yogurte, para chamá-los. Acho que foi isso que me provocou diarréia mais tarde. E esses 20 minutos perdidos me deixaram sem tempo pra descarregar a memória da câmera, logo não pude tirar muitas fotos ontem.

Essa irresponsabilidade e falta de senso tático deles é o que mais me irrita nessa viagem... 
  Valle de la Luna

O vale de la Luna supostamente é parecido com a lua. Ele é cheio de rochas erodidas de uma maneira que comprova que o Altiplano já esteve sob o mar há muito tempo. Realmente parece algo extraterrestre! 
  Chacaltaya

Para ir a Chacaltaya e ao Valle de la Luna, contratamos um tour que faria Chacaltaya de manhã e o Valle à tarde. O Brasil dominou esse tour, pois além de nós também havia 3 brasileiras (Manuela, Marcela e Viviane) muito legais.

Chacaltaya é uma das montanhas mais altas do mundo e seu topo pode ser facilmente alcançado de carro. Subimos com a van até 5200 m e depois caminhamos por 40 minutos os 200 m restantes. Este é então meu novo record de altitude: 5400 metros.

Lá em cima fica a pista de esqui mais alta do mundo, mas é pequena. Também dá pra ter vistas muito bonitas lá de cima, principalmente olhando para o lado do pico Potosí.

Apesar do nome Chacaltaya significar “ponte de frio” em Aymara, fazia calor lá em cima, exceto quando ventara. A Manuela até tirou uma foto de nós três pelados, só de cueca, na neve... 
  Tiahuanaku

Queríamos aproveitar o fim da tarde de quinta para fazer um passeio, então pegamos um MiniBus para as ruínas de Tiahuanaku, uma civilização pré-inca muita avançada e extensa. Mas no meio do caminho, li no guia que o local fechava 17:00 e só iríamos chegar depois de 18:00...
D
e fato, as ruínas e os 2 museus próximos já estavam fechados, mas conseguimos convencer os 2 guardas a nos deixar visitar tudo. Foi legal, porque tivemos tudo só pra gente, com explicações exclusivas dos guardas e de 2 crianças locais, e pudemos andar em alguns locais proibidos para turistas. O ruim é que já estava escuro, então não deu pra tirar muitas fotos... E esse esquema alternativo acabou nos custando B$25 por pessoa.

As ruínas incluem a Puerta del Sol e a portal de entrada da cidade, que são muito legais. Há um templo já escavado, que contém várias cabeças esculpidas na parede, e outro ainda sendo escavado.

Um dos museus explica e situa a cultura Tiahuanaku e o outro expõe os incríveis e bem conservados monolitos que foram encontrados junto das ruínas. 
  Escassez de Memória

Como só tenho 72Mbytes de memória para a Câmera Digital, tenho passado vários apertos quando não consigo encontrar lugares para gravar as fotos em CD’s... E o pior desses apertos foi agora em La Paz, o qual me deixou com muito poucas fotos dos últimos 2 dias... 
  De Copacabana à La Paz

A estrada de Copacabana para La Paz foi muito bonita, passando por morros com vistas para o lago Titicaca e por uma balsa para atravessar um pequeno trecho do lago. 
  Os Chilenos

Os chilenos Matias e Daniel, que encontramos pela primeira vez por volta de Cuzco, têm cruzado com agente em vários outros pontos do nosso roteiro. Na última vez pegamos ônibus juntos de Copacabana para La Paz e então procuramos hotel juntos por um tempo, mas não ficamos no mesmo hotel, pois eles queriam algo mais barato e nós queríamos ficar logo em algum lugar para aproveitar o fim da tarde de quinta-feira. O grande problema é que eles pagaram o Bus pra gente e a gente esqueceu de pagar de volta... Espero que os encontremos em Oruro, pois eles estavam com pouco dinheiro para voltar ao Chile. 
  Compras

Acho que agora chega de compras. Na minha mochila já foram acrescentadas as seguintes coisas:
 
  La Paz

La Paz definitivamente foi corrido. Para conseguir chegar a tempo, sábado, no carnaval de Oruro, tivemos que ver tudo correndo. Em apenas 1 dia e meio visitamos as ruínas de Tiahuanaku, o vale de la huna, a montanha Chacaltaya e as ruas e praças principais. Por causa do pouco tempo, acabamos vendo muita coisa à noite apenas. 
  Duas jantas

Para comemorar nossa vitória na briga decidimos jantar 2 vezes naquele dia! Primeiro com uma truta com chili acompanhada de salada, sopa de Quínua e Banana com yogurte. Depois, no segundo restaurante, comi uma truta frita mais simples. Em ambos os restaurantes nos acompanharam um alemão e uma alemã, de Berlim, os quais já havíamos encontrado na ilha do sol e voltaram a encontrá-los em La Paz. Provavelmente ainda os encontraremos em Oruro e Uyuni. 
quarta-feira, fevereiro 2
  A Briga

Assim que aportamos de volta em Copacabana, fomos direto no hotel reclamar do tour que não nos levou à ilha da lua. Queríamos nosso dinheiro de volta, mas o dono e sua mulher não queriam nos devolver. Arrumamos então nossas mochilas e fomos saindo do hotel sem pagar, mas acabaram fechando o portão com o Tilão dentro. Discutimos e eles ameaçaram e, de fato, chamaram a polícia, mas a polícia não veio... Por fim acabaram nos deixando ir embora sem pagar o hotel desde que assinássemos uma declaração de que não estávamos pagando por causa do ocorrido no tour, para que eles pudessem reclamar com a companhia de navegação. Foi enfim uma situação tensa e emocionante. 
  Dupla janta

Hoje à noite jantamos duas vezes! No primeiro restaurante pedi uma truta com chili e no segundo uma truta frita. E ambos os restaurantes nos acompanharam um alemão e uma alemã de Berlim, com quem tivemos conversas legais e que permitiram treinar bastante meu alemão. 
  Mais festa

Quando chegamos do tour continuava acontecendo a festa... A regra é beber até cair, vomitar, desmaiar... A cidade toda estava fedendo cerveja e todos os nativos estavam, bêbados. 
  Islas del Sol y de la Luna

Compramos um tour (B$20) para as ilhas que saiu 8:15 da manhã. Assim que entramos no Barco começou a chover, mas à medida que nos aproximamos da ilha do sol, o céu se abriu bem em cima da ilha, repetindo portanto de certa forma a história que deu origem ao nome da ilha. E essa chuva com sol nos proporcionou um arco-íris muito legal no Titicaca.

Depois de 2 horas navegando, ao chegar no norte da ilha, o piloto nos disse que não visitaríamos a ilha da lua pois não havia gasolina suficiente. Brigamos com ele, mas não adiantou, então tentaremos recuperar nosso dinheiro no hotel que nos vendeu o tour...

O que acabamos fazendo foi cruzar a ilha do sol de norte a sul numa caminhada de pouco mais de 2 horas. A ilha e as paisagens são sensacionais, mas as ruínas pelo caminho não são tão interessantes. 
  Festa da Virgem de La Candelaria

Em nosso roteiro, queríamos estar em Copacabana nos dias 1 e 2 de fevereiro para ver a festa da Virgem de La Candelaria, mas no meio da viagem nos disseram que ela acontecia na verdade em Puno. Então já tínhamos até aceitado a idéia de que não veríamos festa alguma, mas para nossa surpresa, está ocorrendo festa!

Ela começou ontem no meio da tarde. A multidão se distribui em arquibancadas ou nas calçadas em volta da Plaza e os grupos passam desfilando em frente ao júri na catedral. A música é apenas instrumental e suas fantasias são muito estranhas. No meio dos grupos, há algumas pessoas fantasiadas de animais, aparentemente totalmente fora do contexto... 
  Maiz com Miel

Em Copacabana se vendem as mesmas barras de Maiz com Miel que eu já havia experimentado no Atacama e que são muito boas. Aki na Bolívia elas são mais baratas e eu já comprei 7! 
  Copacabana

Debaixo de tanta chuva, permanecemos em nosso hotel em Copacabana por algum tempo, organizando nossas coisas, tomando banho (fazia 4 dias que eu não tomava!!!) atualizando o diário, discutindo o futuro da viagem...

A chuva parou no momento ideal, no começo da tarde, quando então saímos para almoçar (uma truta ao vapor horrível) e andar pela cidade, a qual é muito bonita, principalmente ao redor da Plaza e da catedral. Procuramos o mercado, mas não o encontramos ainda... 
terça-feira, fevereiro 1
  De Arequipa a Copacabana

O ônibus de Arequipa a Puno chegou ao destino por volta de 3:30 da madrugada. Foram portanto umas 6 horas de muito frio, pois o ônibus não tinha aquecedor. Vesti 3 camadas de blusas e coloquei minha blusa nova de Lã de Alpaca sobre as pernas, pra conseguir me esquentar um pouco.

Ficamos então esperando na rodoviária de Puno até 6:00, conversando, comendo e escrevendo no diário... e quando fomos ver, as passagens já tinham acabado para ônibus diretos a Copacabana.

Então o que tivemos que fazer foi pegar um Minibus até Yunguio e lá, como começou a chover muito forte, pegamos Táxi Motocar (!) até a fronteira, a qual atravessamos andando para então pegar outro Minibus do lado Boliviano até Copacabana. Acabou saindo mais barato e mais rápido, mas nós e nossas malas ficamos um pouco encharcados pela chuva. 
  Problemas

Ver problemas em outras pessoas ou outros povos é uma boa oportunidade para ver esses mesmos problemas em si próprio. 
  Arequipa Novamente

Depois do Desayuno no Canyon, pegamos o Bus de volta a Arequipa, que chegou nela 12:30, depois de 5 horas de viagem, principalmente por causa do excesso de yogurte que eu havia tomado e que estava dificultando a minha respiração.

Compramos então passagem para Puno saindo 21:30 de Arequipa e a Lucy comprou para o mesmo horário, mas para Nazca. E aí tivemos mais outro dia inteiro livre, light, sem nada pra fazer em Arequipa. Acabamos visitando o Café das alemãs novamente e andando pela cidade, pelo mercado... 
  Vendedores, Pregadores e Músicos de Bus

Uma coisa diferente que acontece nos ônibus peruanos é a entrada de pessoas antes do Bus partir que fazem as mais diversas coisas pra pedir algum dinheiro pros passageiros. Alguns cantam e tocam instrumentos, outros recitam poemas ou pregam discursos políticos religiosos, e outros ainda, que são os mais comuns, simplesmente tentam vender alguma coisa para comer. 
  Cañón del Colca

Passamos boa parte do sábado discutindo que faríamos quanto ao Canyon. Os tours disponíveis pelas agências eram caros e pouco otimizados e fazer independentemente seria difícil e não muito mais barato que um tour. Acabamos escolhendo um trekking de 2 dias e 1 noite pelo Canyon, pelo qual pagamos US$23. A menina da agência que nos vendeu o trekking é a pessoa mais chata e insistente que eu já conheci.

Tudo começou na madrugada de domingo. Acordamos pouco antes de 3:00 para pegar 4:00 o ônibus com destino a Cabanaconde, cidade no topo do Canyon onde começa o Trekking. Foram pouco mais de 5 horas de viagem até chegarmos lá, com paisagens muito legais.

E lá encontramos nosso guia (Nestor) e o restante do nosso grupo, que era somente a Lucy, aquela menina com quem havíamos cruzado no terminal de Bus. Ela é australiana, da Tasmânia, extremamente ecológica e vegetariana, muito disposta a trekkings e viagens... Nesta viagem dela, ela já passou por México e Peru e ainda vai ao Brasil e ao Chile.

Foram então umas 6 horas de subidas e descidas pelo Canyon, com parada para almoço (Alpaca) em um dos vilarejos do caminho, para os quais as únicas vias de acesso são as trilhas do Canyon. Por fim chegamos a Oásis, local muito agradável no vale e à beira do rio e onde iríamos dormir. Lá nadamos em uma piscina seminatural, de água corrente desviada do rio, aproveitando as últimas horas de sol.

Assim que escureceu, por volta de 18:30, jantamos a luz de uma única vela, pois lá não há eletricidade, e depois eu e a Lucy fomos dormir. O Rudolf e o Tilão ainda ficaram um bom tempo conversando. Havia uma cabana para nós 3 e uma para ela, feitas de Bambu e cheias de frestas. Mas não passei frio à noite, pois lá no vale até que é quente e eu tinha 3 camadas de roupa. O pessoal reclamou dos mosquitos, mas eu que já havia sido muito picado durante a viagem, tive sorte dessa vez.

Acordamos 3:00 da madrugada e iniciamos a subida 3:40. Como nenhum de nós tinha lanterna, caminhamos apenas sob a luz da lua gibosa, que era suficiente para iluminar a trilha e delinear o canyon. Trekking noturno é sensacional! Demoramos aproximadamente 2 horas para subir o desnível de 1300 metros e chegar ao topo, quando então o sol já estava nascendo e tomamos um Desayuno. Antes disso, vimos muitas constelações... 
  Arequipa

Pegamos ônibus noturno de Nazca para Arequipa, o qual foi certamente o mais confortável em toda a viagem até agora, e chegamos em Arequipa logo cedo no sábado. Acabamos cruzando na rodoviária com uma menina meio perdida que, por muita coincidência, acabaria por fazer o Trekking no Cânion conosco.

Passamos todo o sábado andando por Arequipa, que é muito agradável, especialmente na Plaza de Armas, mas não possui nada para se visitar. Os únicos dois museus eram absurdamente caros, então não entramos. A cidade é mesmo só um ponto de apoio para o canyon ou para os vulcões da região, como El Misti, que pode ser visto ao fundo da Plaza de Armas.

Acabamos conhecendo 2 alemães que trabalhavam voluntariamente em um Café que cuida de 30 crianças abandonadas, elas foram bem legais com agente.

À noite, finalmente consegui comer um cuy, em um restaurante bem legal no Balcón com vista para a Plaza. O cuy é conhecido em inglês como Guinea Pig (Porquinho da índia, em Português?) e vem inteiro frito no prato, com batatas e salada. A carne é muito boa, mas difícil de comer devido à quantidade de ossos. O jeito mais fácil é ir arrancando as patas com as mãos e comendo a carne delas, conforme me ensinou o pessoal do restaurante. E eu comi um pedaço da bochecha do cuy. 
  Cementerio, Aqueductos e Templos

Depois do sobrevôo, fizemos 2,5 tours passando por outras atrações do deserto. Uma delas foi o cementerio de Chauchilla, onde se encontram várias tumbas pré-incas com múmias e ossos humanos. Outra foi o complexo de templos de Cahuachi 24 Km2 de templos de barro propositadamente soterrados com areia do deserto. A terceira atração principal foram os aqueductos, que tem umas interessantes estruturas espirais para limpeza, iluminação e ventilação.

Fora essas 3 atrações maiores, os tours também passaram por fábrica artesanal de cerâmica por uma central de processamento de ouro extraído das montanhas, por geoglifos parecidos com as linhas de Nazca... Sem querer, eu e o Tilão acabamos pisando por cima dos geoglifos. 
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Diário de Viagem à Bolivia e ao sul do Peru.

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